Conteúdos Archives - Protiviti

A ICTS GLOBAL SERVIÇOS DE CONSULTORIA EM GESTÃO DE RISCOS LTDA. (PROTIVITI), na qualidade de Trustee de Desinvestimento nomeado e aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, comunica ao mercado e aos potenciais interessados a realização de LEILÃO ABERTO para alienação dos ativos relacionados à Marca NUTRELLA, nos termos do Acordo em Controle de Concentrações (ACC) firmado perante o CADE.

O procedimento tem por finalidade a alienação dos ativos vinculados à Marca NUTRELLA, compreendendo, entre outros, as marcas registradas, direitos de propriedade intelectual correlatos, domínio de internet, inventário de produtos, materiais promocionais, carteira de clientes, contratos específicos com fornecedores e fórmulas e receitas atualmente utilizadas na fabricação dos produtos comercializados sob a marca.

O leilão será realizado sem fixação de preço mínimo e observará integralmente as condições previstas no Edital e no ACC celebrado perante o CADE.

POTENCIAIS INTERESSADOS

Poderão participar do procedimento interessados que atendam aos requisitos de comprador previstos no ACC e no Edital, incluindo:

A comprovação do atendimento aos requisitos de comprador será realizada na forma estabelecida no Edital e estará sujeita à análise do Trustee de Desinvestimento e à aprovação do CADE.

CRONOGRAMA

ACESSO AO DATA ROOM

Os interessados poderão solicitar acesso ao ambiente eletrônico de Data Room mediante envio de solicitação formal ao Trustee de Desinvestimento e assinatura prévia do respectivo Termo de Confidencialidade (NDA).

As solicitações deverão ser encaminhadas para [email protected].

EDITAL: https://www.protiviti.com.br/wp-content/uploads/2026/06/EDITAL-LEILAO-ABERTO_Nutrella.pdf

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

O leilão possui natureza privada e concorrencialmente supervisionada, decorrente de obrigações assumidas perante o CADE, não se caracterizando como licitação pública.

A homologação do comprador vencedor dependerá da comprovação do atendimento aos requisitos estabelecidos no ACC e da aprovação final do CADE.

Os ativos da Marca NUTRELLA somente poderão ser explorados no território nacional, observadas as condições previstas no Edital.

Os interessados deverão consultar integralmente o Edital para conhecimento detalhado dos requisitos de participação, condições de elegibilidade, procedimentos do leilão e demais disposições aplicáveis.

São Paulo, Junho de 2026.

ICTS GLOBAL SERVIÇOS DE CONSULTORIA EM GESTÃO DE RISCOS LTDA. (PROTIVITI)
Trustee de Desinvestimento

Quando se fala em governança pública, ainda é comum encontrar gestores que associam o tema exclusivamente ao cumprimento de exigências legais, à elaboração de normativos ou à criação de estruturas formais de controle. Embora esses elementos sejam importantes, limitar a governança a uma obrigação burocrática significa desperdiçar seu verdadeiro potencial.

Nas autarquias, a governança pública deve ser compreendida como um instrumento de gestão capaz de aumentar a eficiência institucional, fortalecer a tomada de decisões, reduzir vulnerabilidades e ampliar a confiança da sociedade. Em outras palavras, governança não é um conjunto de documentos; é a capacidade de dirigir, monitorar e avaliar uma organização de forma consistente e alinhada ao interesse público.

O desafio é que muitas autarquias ainda operam sob uma lógica predominantemente operacional. O foco está na execução das atividades do dia a dia, enquanto questões relacionadas à gestão de riscos, planejamento estratégico, monitoramento de resultados e sustentabilidade institucional permanecem em segundo plano. Nesse cenário, problemas são tratados apenas quando surgem, em vez de serem antecipados.

Estruturas existem. O desafio é fazê-las funcionar

Uma das fragilidades mais recorrentes observadas em entidades públicas não está necessariamente na ausência de controles ou de normativos, mas na falta de uma visão estruturada sobre os riscos capazes de comprometer o alcance de seus objetivos institucionais. Toda autarquia está sujeita a riscos de natureza operacional, financeira, regulatória, tecnológica, reputacional e, em determinadas circunstâncias, até política. O desafio, contudo, reside no fato de que esses riscos nem sempre são identificados, avaliados e monitorados de maneira sistemática, o que dificulta a adoção de medidas preventivas e a construção de respostas adequadas.

Quando não há uma gestão estruturada de riscos, a administração tende a atuar de forma predominantemente reativa. As decisões passam a ser tomadas em resposta a crises, apontamentos de órgãos de controle ou demandas emergenciais, em vez de serem orientadas por planejamento, análise de cenários e inteligência institucional. A governança pública, por sua vez, pressupõe justamente o caminho inverso: a capacidade de compreender os desafios da organização, estabelecer prioridades e criar mecanismos que permitam antecipar problemas antes que eles afetem a qualidade dos serviços prestados à sociedade.

Nos últimos anos, o setor público avançou significativamente na implementação de instrumentos voltados ao fortalecimento da governança. Conselhos, comitês, políticas institucionais, planos estratégicos, matrizes de riscos e programas de integridade passaram a fazer parte da realidade de inúmeras autarquias. Esse movimento representa uma evolução importante, mas também impõe uma reflexão necessária: essas estruturas estão efetivamente contribuindo para a melhoria da gestão ou limitam-se ao cumprimento de exigências formais?

Não são raros os casos em que comitês se reúnem apenas para atender a requisitos procedimentais, planos estratégicos perdem relevância após sua elaboração e matrizes de riscos deixam de ser revisadas e atualizadas à medida que o contexto institucional evolui. Quando isso ocorre, a governança corre o risco de se transformar em um exercício meramente documental, desconectado dos desafios reais enfrentados pela organização.

O propósito desses mecanismos deve ser muito mais ambicioso. Eles existem para apoiar a tomada de decisões, produzir informações confiáveis para a gestão, fortalecer a accountability institucional e proporcionar à alta administração uma visão clara sobre os riscos, desafios e oportunidades que cercam a entidade. Por essa razão, mais importante do que criar estruturas de governança é garantir sua efetiva utilização. A maturidade institucional não está na quantidade de políticas, comitês ou procedimentos existentes, mas na capacidade de incorporá-los à rotina organizacional, transformando-os em instrumentos vivos de gestão e geração de valor público.

Transparência não é apenas publicar informações

Outro equívoco frequentemente observado no setor público é reduzir o conceito de transparência à simples divulgação de informações em portais institucionais ou ao cumprimento de obrigações legais de publicidade. Embora a disponibilização de dados seja um requisito indispensável, a transparência efetiva vai muito além da publicação de documentos, relatórios e indicadores. Ela está diretamente relacionada à capacidade de a sociedade compreender como as decisões são tomadas, quais critérios orientam a atuação da administração pública e quais resultados estão sendo entregues em contrapartida aos recursos que lhe são confiados.

Uma autarquia verdadeiramente transparente não se limita a tornar informações acessíveis; ela busca torná-las compreensíveis, relevantes e úteis para o exercício do controle social. Isso significa comunicar de forma clara, permitir a fiscalização por parte dos cidadãos e criar condições para que a sociedade acompanhe, avalie e participe, dentro dos limites institucionais, dos processos que impactam diretamente sua realidade. Nesse sentido, transparência e governança são conceitos indissociáveis. Quanto maior a clareza dos processos decisórios, mais robusta tende a ser a legitimidade institucional, reduzindo espaços para desconfianças, interpretações equivocadas e questionamentos sobre a atuação da administração pública.

Entretanto, mesmo os mais sofisticados mecanismos de governança tendem a fracassar quando não encontram respaldo em uma cultura organizacional compatível. Processos podem ser estruturados, normativos podem ser publicados e sistemas podem ser implementados, mas sua efetividade será limitada se gestores e servidores não compreenderem seu propósito e sua importância para a instituição. A governança pública, em sua essência, é um exercício permanente de liderança, comprometimento e responsabilidade institucional.

Por essa razão, o papel da alta administração é determinante. São as lideranças que estabelecem prioridades, influenciam comportamentos, definem padrões éticos e moldam a forma como as decisões são tomadas dentro da organização. Quando dirigentes valorizam planejamento, gestão de riscos, prestação de contas, transparência e melhoria contínua, esses princípios tendem a ser incorporados à cultura institucional e replicados pelos diversos níveis da organização. Em contrapartida, quando tais práticas são percebidas apenas como exigências impostas por órgãos de controle ou obrigações formais a serem cumpridas, a governança perde sua capacidade transformadora e passa a existir apenas no papel.

Essa reflexão conduz a um ponto frequentemente negligenciado nos debates sobre o tema: a governança pública não deve ser vista exclusivamente como um mecanismo de controle. Embora o controle seja um de seus pilares fundamentais, seu propósito é significativamente mais amplo. Governança existe para apoiar a tomada de decisões, promover o uso eficiente dos recursos públicos, aumentar a qualidade dos serviços prestados e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições.

Em um contexto marcado por limitações orçamentárias, crescente complexidade administrativa e uma demanda cada vez maior por resultados concretos, as autarquias precisam desenvolver capacidade de planejamento, adaptação e resposta. A governança oferece justamente essa estrutura ao permitir que decisões sejam tomadas com base em informações qualificadas, que riscos sejam gerenciados de forma consciente e que recursos sejam direcionados para iniciativas capazes de gerar efetivo valor público. Em última análise, governança não se resume a controlar processos; trata-se de criar condições para que as instituições cumpram sua missão de forma mais eficiente, transparente e alinhada aos interesses da sociedade que justificam sua existência.

Conclusão

A governança pública não pode ser tratada como mais uma obrigação regulatória a ser cumprida, uma tendência passageira da administração pública ou uma agenda imposta por tribunais de contas, controladorias e demais órgãos de fiscalização. Quando reduzida a essa perspectiva, ela perde sua essência e se transforma em um conjunto de formalidades incapazes de produzir qualquer impacto real na qualidade da gestão. A verdadeira governança nasce da compreensão de que instituições públicas existem para gerar valor à sociedade e que, para cumprir essa missão, precisam ser capazes de tomar decisões consistentes, administrar riscos, definir prioridades e utilizar recursos de forma responsável.

Nas autarquias, essa discussão torna-se ainda mais relevante. São organizações que operam em ambientes cada vez mais complexos, pressionadas por demandas crescentes, recursos frequentemente escassos, mudanças regulatórias constantes e uma sociedade que exige mais eficiência, transparência e resultados concretos. Nesse contexto, governança não é um diferencial; é uma condição necessária para a sobrevivência institucional. Sem ela, a gestão passa a ser conduzida por urgências, pressões externas e respostas improvisadas, comprometendo a capacidade de planejamento e a entrega de valor público.

Talvez a principal provocação que deva ser feita aos gestores públicos seja simples: quantas estruturas de governança existem hoje apenas para atender expectativas de controle, sem efetivamente influenciar as decisões da organização? Quantos planos estratégicos são elaborados e esquecidos? Quantas matrizes de risco deixam de ser atualizadas? Quantos comitês se reúnem regularmente sem produzir qualquer mudança concreta na forma de gerir a instituição? A existência desses instrumentos, por si só, não representa maturidade institucional. Em alguns casos, pode até criar uma falsa sensação de segurança, levando a organização a acreditar que está governando adequadamente apenas porque possui documentos, políticas e estruturas formalmente estabelecidas.

A maturidade de uma instituição não deve ser medida pela quantidade de normas que produz, pelo número de comitês que institui ou pela extensão de seus manuais. Ela se revela na capacidade de transformar informação em decisão, estratégia em ação e controle em resultado. Organizações maduras são aquelas que conseguem identificar seus riscos antes que eles se tornem crises, corrigir vulnerabilidades antes que gerem danos e direcionar seus recursos para aquilo que efetivamente importa para a sociedade.

Em última análise, governança pública é uma escolha sobre como administrar o presente e construir o futuro. Não se trata apenas de evitar erros, apontamentos ou responsabilizações. Trata-se de criar instituições mais resilientes, mais eficientes e mais confiáveis. Afinal, o cidadão não avalia uma autarquia pela qualidade de seus normativos internos ou pela sofisticação de sua estrutura de governança. Ele a avalia pela qualidade dos serviços que recebe, pela confiança que deposita na instituição e pela percepção de que os recursos públicos estão sendo utilizados para gerar resultados concretos. É justamente nesse ponto que a governança deixa de ser uma exigência administrativa e passa a cumprir sua função mais importante: transformar boas intenções em valor público.

Acaba de ser divulgada a edição 2026 do ranking Leaders League, com os resultados do ciclo Dispute Resolution. 55 rankings compõem o ciclo de pesquisa Dispute Resolution, Investigations & Insurance, reunindo as melhores empresas de consultoria, escritórios de advocacia e empresas do setor. A organização é uma editora fundada em Paris, em 1996, focada em produzir relatórios e pesquisas voltadas para executivos e C-levels ao redor do mundo. 

Em 2026, a Protiviti Brasil foi novamente reconhecida entre as Melhores Consultorias de Compliance, mantendo a categoria Líder – a mais alta do ranking. O time de Proteção de Dados também foi classificado como Líder em sua categoria, subindo para o topo do ranking depois de três anos mantendo a classificação de “Excelente”. 

via Leaders League 

Além disso, a empresa foi premiada como Excelente entre os Melhores Especialistas em Forensics e Complex Investigations, mantendo o reconhecimento do último ano. A empresa também figura como Recomendada entre as Melhores Consultorias de Gestão de Risco e Prática Valiosa entre as Melhores Consultorias para Auditoria. No ciclo atual, a Protiviti Brasil também tem o reconhecimento de Excelente entre as Melhores Consultorias em Cibersegurança.

Os rankings produzidos pela editora são reconhecidos ao redor do mundo e reconhecidos por sua metodologia de pesquisa imparcial, compreensiva e transparente. Confira as premiações no site. 

Sobre a Leaders League 

A Leaders League é uma empresa de serviços empresariais sediada em Paris e uma agência de classificação com presença global. Além disso, a organização organiza eventos para executivos, rankings abrangentes e análises detalhadas projetadas para unir os mercados globais. Fundada em 1996, em Paris, a Leaders League é uma agência de classificação internacional e serviços empresariais com foco nas seguintes indústrias:  

A empresa organiza mais de 20 eventos de alto nível em capitais globais como Paris, Nova York e São Paulo, além de produzir classificações internacionais e conteúdo de notícias para as indústrias jurídica, financeira, tecnológica e de RH.

A Leaders League é composta por 150 profissionais distribuídos em vários locais ao redor do mundo, incluindo a sede em Paris e escritórios em Londres, Madri, Lima, Milão, Rio de Janeiro e São Paulo. 

Ao completar três décadas de atuação no mercado, a holding ICTS anuncia uma importante reorganização em sua estrutura societária e de gestão empresarial. O movimento visa ampliar a entrega de valor e permitir que cada frente de negócio atue com maior foco estratégico e autonomia operacional, partindo da prioridade do atendimento aos nossos clientes.  

A nova configuração divide as empresas do grupo, que passam a operar de forma independente, em duas frentes de atuação, cada uma com governança própria e sócios dedicados:   

 A nova estrutura reforça que os relacionamentos construídos com clientes e parceiros ao longo de 30 anos permanecem integralmente preservados, sendo que as necessidades agora serão atendidas diretamente por cada um dos negócios, mantendo as equipes de atendimento e o compromisso com a excelência.  

O novo modelo fortalece a capacidade de inovação e permite responder às demandas do mercado de forma ainda mais ágil e precisa, sendo a evolução natural de uma empresa que sempre se adaptou às transformações do mercado.  

Com a mudança, a Protiviti reafirma seu ciclo de crescimento sustentável dentro de um novo grupo com frentes de atuação complementares, orientado por uma gestão moderna e proximidade máxima com seus clientes. 

Descubra como empresas de todos os portes estão lidando com os riscos trazidos pela cadeia de fornecedores. Em uma realidade cada vez mais interconectada, as relações entre contratantes e fornecedores trazem riscos específicos que podem colocar em risco as operações e os resultados de empresas de todos os portes e segmentos. Diante de riscos financeiros, reputacionais, operacionais e de continuidade, a TPRM ainda se apresenta como uma solução de impacto.

Para mapear como o mercado lida com essas questões, a Protiviti Brasil – em parceria com o Prof. Dr. Fábio Cerquinho, do CIEC – conduziu a pesquisa inédita Panorama TPRM, que ajuda a compreender como esse assunto tem sido observado e gerido dentro das empresas brasileiras.

IA e seu contexto no Brasil

O uso amplo e abrangente de ferramentas e assistentes de Inteligência Artificial (IA) Generativa, em especial na forma de chats, pode ser considerado uma das maiores revoluções tecnológicas da história. Existe grande potencial para mudanças nas atividades diárias dos usuários e nas relações com o trabalho.

Enquanto discussões sobre regulamentação de IA avançam no Brasil e no mundo, o uso massivo de ferramentas baseadas em IA já é realidade nas empresas. Acreditar que os riscos só surgirão quando houver uma lei em vigor é um erro perigoso. Os impactos — como vazamentos, decisões enviesadas ou violações de privacidade — estão acontecendo agora.

A adoção de IA deixou de ser uma escolha para as empresas, se tornando uma mudança de paradigma em diversos mercados e indústrias, já que permite a automatização de processos manuais, traz aprimoramento para resultados de análises e aumenta a capacidade de performance das equipes.

Implementação Invisível com Riscos Estrondosos

A implementação destas ferramentas poderosas não se dá sem riscos associados. Um importante aspecto da adoção de IA é a figura do Shadow AI. Como seu análogo já mais conhecido Shadow IT, consiste na implementação de aplicações e ferramentas tecnológicas (no caso específico, que utilizem IA) sem o conhecimento ou aprovação das áreas responsáveis pela governança de tecnologia.

Os usuários de cada ambiente empresarial, percebendo as vantagens que pode obter rapidamente ao utilizar um assistente de IA, buscam naturalmente os caminhos mais fáceis para poder usufruir destas aplicações. Com a mesma rapidez e facilidade, poderão instalar ou acessar tais ferramentas em seus ambientes corporativos, sem passar por nenhum processo de homologação ou verificação.

Devido a esta falta de visibilidade dos times de segurança, riscos já conhecidos do uso de GenIA são agravados. Os impactos referentes à exposição de dados sensíveis da companhia, à geração de conteúdo prejudicial e à exfiltração de informações críticas, são amplificados por não contarem com o monitoramento necessário, planos de resposta específicos para os incidentes ou proteção dos dados compartilhados.

Neste contexto, entendendo a vantagem competitiva obtida na adoção de IA, apesar de todos os riscos inerentes a sua implementação, a utilização de ferramentais próprios desenvolvidos para segurança de IA, combinado com estratégia e processos de governança com foco específico para este tipo de aplicação, se tornam imprescindíveis para o desenvolvimento seguro e sustentável das empresas.

Desta forma, quando existir a tentativa de adotar a Shadow AI, burlando a política de segurança estabelecida, o monitoramento ativo irá detectar esta atividade, acionando os times responsáveis de segurança, permitindo a adoção da resposta adequada ao ocorrido, evitando ou mitigando os possíveis impactos.

Estratégia, Prevenção e Respostas – a Governança de IA

Por isso, a atuação preventiva, baseada em governança, políticas claras e monitoramento contínuo, deve começar imediatamente, independentemente da existência ou não de regulação formal. Tendo em vista os movimentos recentes de legislação acerca de tecnologia, tal como a LGPD, fica clara a necessidade de buscar adequação aos novos riscos inerentes a utilização das ferramentas já no princípio de sua adoção. Os custos diretos e indiretos de aguardar a legislação podem inviabilizar o cumprimento da mesma

Empresas de setores como saúde, finanças, seguros, energia e varejo digital — classificadas como organizações de Alta Prioridade: Risco Elevado, Ação Imediata — estão especialmente expostas aos riscos do Shadow AI. Nesses ambientes, o uso não autorizado de ferramentas de IA pode não apenas comprometer a integridade de dados críticos, mas também violar regulações já existentes específicas como LGPD, ANS, Bacen, Susep ou mesmo normas internacionais de compliance e ética em tecnologia.

O impacto do Shadow AI nessas organizações vai além de falhas operacionais: ele atinge diretamente pilares como confiança institucional, reputação de marca e continuidade dos negócios. Por isso, para essas empresas, a governança de IA além de ser uma ação obrigatória, obtém a necessidade de se tornar um componente prioritário da estratégia de risco corporativo.

Além do monitoramento ativo, é fundamental estruturar um modelo robusto de Governança de IA que contemple:

Para todas as organizações, a pergunta-chave não é se a IA será usada — mas quem está usando, como, e com quais controles. Ignorar essa resposta é abrir espaço para riscos invisíveis, porém devastadores.

Por Lucas Peixoto, Cientista de Dados, especialista e líder na prática de Governança de Inteligência Artificial na área de Tech Governance da Protiviti e Erick Santos, Gerente Sênior de Tech Governance da Protiviti, especialista em Segurança da Informação e Governança de Identidade, Acessos e Inteligência Artificial.

Movimento reforça atuação conjunta em governança, riscos, compliance e privacidade de dados, com reforço na senioridade dos seus profissionais,  ampliação da presença regional e fortalecimento do portfólio de soluções

São Paulo, 22 de maio de 2025 – A Protiviti, consultoria global especializada em riscos, ESG, cibersegurança, auditoria interna e investigações corporativas, firma-membro no país liderada pela ICTS, anuncia a integração das operações da P&B Compliance, referência nacional em governança, riscos, compliance (GRC) e privacidade de dados.

A união estratégica fortalece a presença regional da Protiviti no Brasil e amplia sua atuação em setores como tecnologia, terceiro setor e religioso, ao mesmo tempo em que agrega à sua base mais de 25 instituições atendidas pela P&B em diferentes regiões do país.

A partir de agora, os clientes da P&B passam a contar com um portfólio ainda mais abrangente de soluções, incluindo serviços de cibersegurança, continuidade de negócios, auditoria interna, ESG, proteção de dados e investigações complexas, além de acesso às soluções da Aliant, empresa ICTS especializada em canais de relato, acolhimento e diligência de integridade, e da ICTS Security, especializada em soluções de segurança corporativa e eventos. Também passam a ter à disposição a rede global da Protiviti Inc., presente em mais de 25 países.

“Essa integração é resultado de valores compartilhados e da busca por excelência na entrega de soluções de governança e compliance. Recebemos com entusiasmo Bruno Ferola e sua equipe, que chegam para somar com sua sólida reputação, experiência e atuação reconhecida no mercado”, afirma Heloisa Macari, diretora-geral da Protiviti Brasil.

“A P&B inicia um novo capítulo — e não há lugar melhor para vivê-lo do que nesta nova casa, que sempre admiramos, com a qual fomos parceiros, clientes e que agora integramos como um só time. Estamos extremamente felizes e motivados com esse novo desafio”, destaca Bruno Ferola, CEO da P&B.

“Com mais esta aquisição, reforçamos nosso posicionamento como uma empresa que consegue atender aos seus clientes em todas as demandas relativas ao mundo da compliance e privacidade – do recebimento de uma denuncia à sua investigação, do entendimento das necessidades de privacidade de dados à implantação de sistemas dedicados ao assunto”, afirma Fernando Fleider, CEO da ICTS.

Com essa união, Protiviti e P&B reafirmam o compromisso com a integridade, a inovação e a construção de um ecossistema mais resiliente, ético e preparado para enfrentar os desafios contemporâneos da gestão corporativa.

A transformação organizacional é um processo complexo e estratégico pelo qual as organizações redefinem suas estruturas, processos, cultura e tecnologia para se adaptarem às mudanças no ambiente externo e interno. Ela envolve não apenas a implementação de novas tecnologias ou a reorganização de estruturas, mas também uma profunda alteração na mentalidade e nas práticas dos colaboradores.

A gestão de mudança, por sua vez, é a disciplina que visa facilitar essa transição de maneira eficaz e minimizar resistências internas. Nesse artigo, descubra como a transformação organizacional e a gestão de mudança funcionam na prática, destacando estratégias, desafios e exemplos de aplicação.

Entendendo a Transformação Organizacional

A transformação organizacional visa garantir que uma organização seja capaz de se adaptar às demandas de um ambiente de negócios dinâmico e competitivo. Segundo Kotter (2022), especialista em mudança organizacional, a transformação bem-sucedida requer um esforço coordenado que envolve a definição clara de metas, o engajamento de lideranças e colaboradores, e a criação de uma visão compartilhada do futuro desejado. Nesse sentido, a transformação não se trata apenas de mudanças superficiais, mas sim de uma mudança profunda que impacta toda a organização, desde sua estratégia até sua cultura.

Estratégias para implementação de transformações organizacionais

Um dos pilares fundamentais para o sucesso da transformação organizacional é o papel crucial da liderança. Líderes visionários não apenas articulam uma visão clara do futuro, mas também demonstram um compromisso genuíno com o processo de mudança. Conforme destacado por Cummings e Worley (2023), líderes eficazes são capazes de motivar e inspirar suas equipes, enquanto navegando pelas incertezas e desafios que surgem durante o processo de transformação.

A comunicação desempenha um papel central na gestão de mudanças organizacionais. É essencial que as informações sobre a transformação sejam compartilhadas de maneira clara, transparente e regular com todos os colaboradores. Estudos mostram que a falta de comunicação eficaz é uma das principais razões pelas quais as iniciativas de mudança falham (Pardo del Val et al., 2023). Portanto, estabelecer canais abertos de comunicação e fornecer feedback contínuo são práticas recomendadas para manter a equipe alinhada e engajada.

Durante períodos de transformação, é crucial investir no desenvolvimento das competências necessárias para apoiar a nova visão e estratégia da organização. Isso pode envolver programas de capacitação, coaching executivo e mentoring para ajudar os colaboradores a se adaptarem às novas exigências e desafios. Segundo pesquisa da McKinsey, organizações que priorizam o desenvolvimento de competências durante processos de transformação têm uma taxa de sucesso significativamente maior (McKinsey, 2023).

Gestão de Mudança: estratégias e desafios

A gestão de mudança é o conjunto de processos e práticas destinados a facilitar a implementação de uma transformação organizacional de maneira eficaz e minimizar resistências. Ela abrange desde a identificação de stakeholders chave até a implementação de estratégias de comunicação e suporte aos colaboradores afetados pela mudança.

Estratégias efetivas de gestão de mudança

Antes de iniciar qualquer processo de transformação, é essencial realizar uma análise detalhada do ambiente interno e externo da organização. Isso inclui a identificação de pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças que podem impactar a implementação da mudança. Com base nessa análise, um plano de transformação detalhado pode ser elaborado, com metas claras, recursos necessários e um cronograma realista (Prosci, 2023).

Os colaboradores desempenham um papel crucial no sucesso da mudança organizacional. Engajá-los desde o início do processo, solicitando feedback e incorporando suas contribuições, aumenta significativamente a aceitação e a eficácia da mudança. Pesquisas mostram que colaboradores envolvidos ativamente têm maior probabilidade de apoiar a mudança e de contribuir para seu sucesso (Kotter, 2022).

A gestão de mudança não é um processo estático; requer monitoramento contínuo e adaptação conforme necessário. Durante a implementação da transformação, é importante acompanhar o progresso, identificar desafios emergentes e ajustar as estratégias conforme a evolução do cenário organizacional e externo.

Transformação Organizacional e Gestão de Mudança na prática

A transformação organizacional e a gestão de mudança são processos interdependentes que visam preparar uma organização para enfrentar desafios futuros e aproveitar oportunidades emergentes. Com uma liderança forte, comunicação transparente, desenvolvimento de competências e engajamento dos colaboradores, as organizações podem superar resistências internas e implementar mudanças de maneira eficaz. Ao adotar estratégias comprovadas e aprender com casos de sucesso, as organizações podem não apenas sobreviver, mas prosperar em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo e dinâmico.

Referências

KOTTER, J. P. Leading Change: Why Transformation Efforts Fail. Harvard Business Review Press, 2022.

CUMMINGS, T. G.; WORLEY, C. G. Organization Development and Change. Cengage Learning, 2023.

Pardo del Val, M.; Martínez Fuentes, C.; Gascó Hernández, M. Change management in public administrations: A systematic review. Government Information Quarterly, v. 30, n. 1, p. 1-11, 2023.

MCKINSEY & COMPANY. Developing Capabilities for Change: How to Make Your Change Efforts Stick. McKinsey & Company, 2023. Disponível em: https://www.mckinsey.com/capabilities-for-change. Acesso em: 09 fev. 2025.

PROSCI. Best Practices in Change Management. Prosci, 2023. Disponível em: https://www.prosci.com/change-management. Acesso em: 09 fev. 2025.

Os principais riscos corporativos segundo executivos do Brasil e do mundo.

Mais do que uma pesquisa: uma direção.

Há 13 anos, a Protiviti e a ERM Iniciative realizam a pesquisa Top Risks, que identifica os principais riscos ao negócio na percepção de executivos e C-levels ao redor do mundo. Este ano, a pesquisa contou com a participação de mais de 1.215 profissionais de gestão executiva, incluindo 60 representantes do Brasil, gerando uma visão estratégica e exclusiva.